CRISE NÃO ABALA SETOR IMOBILIÁRIO: 2017 JÁ TEM SALDO POSITIVO NO BRASIL E NO AMAZONAS

Em meio à crise econômica pela qual atravessa o País, o mercado imobiliário, tanto em nível nacional quanto estadual, apresenta índices de crescimento que mantém o setor como um dos mais importantes para a economia brasileira e, ainda, como um excelente universo empresarial para quem deseja investir ou aproveitar oportunidades a curto, médio ou longo prazos. Em termos de Amazonas, bastam alguns passeios pelas zonas urbanas mais movimentas da Região Metropolitana e constatar, in loco, que no entorno de Manaus existem dezenas de canteiros de obras de construção residencial e comercial. Este mercado não está parado, como podem supor alguns desavisados. Este mercado, também, tem inúmeras facetas de investimento, geração de empregos, renda e ocupação.

Mas vamos aos números para confirmar o que estamos falando.

Informações disponíveis nos estudos técnicos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Associação Brasileira de Mercado Imobiliário (ABMI) dão conta de que, no primeiro trimestre deste ano, os lançamentos imobiliários totalizaram R$ 5,14 bilhões, valor que representa em percentuais, 10% mais que no mesmo período do ano passado. As vendas líquidas totais atingiram R$ 5,19 bilhões, o que representa uma alta de 16%. O presidente da Abrainc Antonio França explica que, embora os números sejam favoráveis não se pode esperar um 2017 extraordinário. Por outro lado, é oportuno entrar ou manter-se firma no mercado imobiliário, sempre de olho em 2018, que pode, sim, ser um grande ano para toda a cadeia produtiva da construção civil. Tal crescimento visto este ano deve ser interpretado como um sinal de que se trata de um segmento muito apto a reaver um ritmo maior de expansão na economia brasileira, já no ano que vem, bem como um setor que ainda tem grande procura por investidores e clientes, vez que a casa própria, ou seja, ter um lar anda é um dos principais sonhos do brasileiro. Não é à toa que na conhecida pirâmide de Maslow, tão usual nos planos de marketing, a casa própria figura entre o segundo nível de importância para o ser humano em termos de condições e qualidade de vida.

Há que se destacar, ainda, que o crescimento do setor se deve à expansão de empreendimentos do tipo popular, ou seja, empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), os quais, pela quantidade de lançamentos e vendas mantiveram o setor aquecido. De acordo com informações da Abrainc, foram lançadas cerca de 69,5 mil unidades nos últimos 12 meses em todo o Brasil, entre empreendimentos residenciais, comerciais e de desenvolvimento urbano. Esse volume corresponde a um aumento de 8,0% em relação ao período anterior. Na ótica por segmento, os empreendimentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) responderam por 20,1% do total de unidades lançadas, 34,9% das unidades vendidas. Já os empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foram responsáveis, nos últimos 12 meses, por 78,1% das unidades lançadas, 55,8% das unidades vendidas.

Quanto aos números do Amazonas, esses também apresentam sinais claros para manter o otimismo. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) informa, através de dados econômicos, que o mercado imobiliário amazonense movimentou R$ 144 milhões no segundo trimestre de 2017. O número supera os valores referentes ao mesmo período do ano passado, quando o setor movimentou R$ 115 milhões em vendas. Os dados são do Censo Imobiliário Trimestral. De acordo com os números, foram vendidas 524 unidades no segundo trimestre deste ano. Desse total, 288 unidades são do padrão econômico, 156 dos demais padrões verticais, 63 de unidades horizontais e 17 são unidades comerciais.

A quantidade de unidades vendidas no segundo trimestre de 2017 também aumentou, se o número for comparado ao primeiro trimestre do ano, quando foram vendidas 362 unidades. Repetindo a mesma tendência em nível nacional quanto à participação dos imóveis do tipo popular, essas unidades representaram 55% das vendas. O presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, destaca que os dados do Censo indicam que o mercado imobiliário voltou a crescer no Amazonas, impulsionado pela redução da taxa Selic e a retomada das ofertas de financiamento pela Caixa Econômica Federal. A confiança do consumidor também contribui para esse resultado, segundo reforça o dirigente.

Para assegurar o nível de confiança do consumidor amazonense e manter em escala crescente o saldo positivo do mercado, o Sinduscon-AM também tem atuado junto ao setor público, de modo a buscar condições para que a indústria imobiliária possa atrair mais investimentos, aumentar a confiança do empresariado local e dos consumidores. Para isso, no mês de julho o Sindicato entregou uma Carta de Intenções e sugestões aos então candidatos ao governo do Amazonas, para o exercício suplementar, apresentando propostas que visam o fortalecimento das empresas locais por meio do fomento ao crédito, realização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, criação de convênios e redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) de materiais de construção, como o cimento.

Outra sugestão apresentada pelo Sindicato é a implementação de um plano estratégico que atenda às necessidades do Amazonas a médio e longo prazo, a exemplo do "O Futuro da Minha Cidade (FMC)" – projeto liderado pelo tripé formado pelo governo, empresas e sociedade organizada. O FMC visa estruturar Manaus para os próximos 20 anos.

Por tudo isso, não é exagero afirmar que a indústria da construção civil continua aquecida no Brasil e no Amazonas, ainda que os efeitos da crise sejam sentidos pelo mercado de um modo geral. Este ano, 2017, já está sendo melhor do que o previsto ano passado. É hora de estar atento e conhecer todas as potencialidades de negócios que o setor pode oferecer. Se consumidores e investidores estão confiantes e se os agentes públicos estão dispostos a favorecer o setor, a tendência é de crescimento, sempre. E com esse crescimento, toda a cadeia de fornecimento e de produção é afetada positivamente, desde os serviços mais básicos até os mais complexos, incluindo todos os subsetores, tais como arquitetura, decoração, design de interiores, planejamento, revestimento, reformas, inovações, sustentabilidade, entre outros.

Venha conhecer o Tudo Para Casa, de 26 a 29 de outubro, no Centro de Convenções Vasco Vasques. Será o maior e mais completo evento de design de interiores, paisagismo, arquitetura, construção e reforma. Não fique fora dessa.

ONTE: Pesquisa, Marcio - Agosto/2017.